Hoje, como todos os dias olhei a minha prateleira, e pensei, “vou limpar isso.”
Pra mim, limpar significa tirar tudo o que for desnecessário da minha vida e jogar fora de vez, mais hoje não foi exatamente como os outros dias. Hoje eu realmente fiz. Hoje foi um dia infeliz daqueles dias infelizes, re-arrumei minha prateleira e re-vi coisas que eu guardava não por bagunça e sim por apego, vi fotos hiper antigas e chorei como nunca, me desatei nós que não imaginava existir mais e chorei, joguei um monte de coisas velhas fora, antes que eu pudesse desistir e o apelo do meu coração me forçasse a guardar tudo de novo e chorei, desesperadamente chorei todas as minhas tristezas e mágoas.
Agora aqui escrevendo vejo em que eu me tornei sofrendo tanto, quem sou depois de lágrimas absurdas e depois de tantos pensamentos que antes eram facilmente ignorados por mim vindos à tona depois de tanto tempo... Me escondia em uma máscara alegre, em um alguém que não era. Hoje decide que, quem eu sou de verdade nunca vai mudar, mas sim que agora encararei meus problemas de cara limpa. Acho que a terapia ajudou nisso. Me descobri, a vontade de chorar com as músicas tocantes vêem como em qualquer ser humano, as incertezas simplesmente acontecem. Essas barreiras não estão mais em meu caminho.
E sobre meu relacionamento?
É meu, cada momento, EU o estou vivendo, e sobre isso não tenho como descrever o que está indescritível.
Hoje também senti a falta imensurável do meu primo, e o aperto no peito voltou, mas eu sobrevivo.
Sinto falta dos abraços dele, e do seu sorriso, e do tom da voz... Dos conselhos e de como ele me completava. Mas a sua partida que ainda me faz chorar é apenas um detalhe, como eu o amo e me arrependo de não tê-lo dito isso quando tive chances. Mas eu sei que de onde ele está me vê, e me ama.
Então isso é o básico.
Por hoje só, tchau!
Marii
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